Oferta da OIBR e seu Bookbuilding

O preço por ação preferencial será fixado no próximo dia 28 de abril.
O preço da ação ordinária será baseado numa taxa de conversão de uma ação PN para 0,9211 ação ON.
A finalização do processo de “bookbuilding” (coleta de intenções de investimento) ocorrerá no mesmo dia.
Segundo o prospecto preliminar, as ações devem começar a ser negociadas na BM&FBovespa no dia 30 de abril e na Bolsa de Nova York em 29 de abril.

Ductor Marcus

+20 anos no Mercado Financeiro possui MBA em Finanças com Ênfase em Mercado de Capitais, é Advogado Tributarista, Teólogo e Professor. Pode ser encontrado diariamente no Twitter publicando comentários relevantes sobre o Mercado Financeiro e das Criptomoedas. ---- AVISO --- Todo o conteúdo desse site baseia-se exclusivamente na opinião dos escritores não fazendo qualquer tipo de recomendação de investimento. Não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos ou incidentais), custos e lucros cessantes. --- Legislação --- Este site é mantido em conformidade com a Constituição Federal de 1988 no seu Art. 5°, IX : "É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;"

10 thoughts to “Oferta da OIBR e seu Bookbuilding”

  1. Há reforços importantes na PT, o BES (dos maiores bancos portugueses) e do Barclay´s (um bom banco britânico). São notícias muito boas, porque é sinal que acreditam na fusão OI/PT. E fiquei maravilhado com o volume (mais de 500 milhões de reais) e a subida na OI/BR (mais de 12%) na passada sexta-feira, devem estar a entrar muitos “tubarões”.

  2. A minha aposta é, acima de tudo, na PT e estou a perder 5/6%, logo ainda não é preocupante.

      1. A nível de pequenos investidores, é a realidade que mais conheço, direi que há um misto de opiniões, ou seja. há pessoas completamente descrentes, outras (como eu) confiam medianamente e outras que acham que pode ser um sucesso estrondoso. Na minha opinião, para ser uma fusão modelar, os próximos 4 trimestres terão que demonstrar cabalmente as sinergias que se falam.

        1. Por aqui também há essa variedade de pontos de vista, se eu levar em conta a evolução de TIM e VIVO (Telefônica) não tem como dar errado. No Brasil o mercado de telefonia é o que mais cresce. Tem gente trocando computador por smartphone.
          Vamos aguardar o que o futuro nos reserva…

    1. Miguel é bem provável sim que vá nos R$2,00. Esse tipo de movimento aqui no Brasil é bem normal.
      Sempre que há oferta de ações eles jogam tudo no preço da oferta e só depois de tudo concluído é que vamos ver se vai subir, ficar de lado ou cair.
      Será criada uma nova empresa, entrou muito dinheiro gringo esse setor no Brasil é muito forte e acredito em dias bem melhores no futuro.

      abraço e sucesso!

  3. Apesar do possível sucesso em relação ao AC, as incertezas continuam, por isso errei no momento da entrada na PT e OI ADR. A precipitação é sempre errada…

    1. Poderia ter entrado parcial e depois na oferta comprava o resto eu fiz isso.
      É preciso esperar e ver o novo cenário pois será injetado muito dinheiro.

  4. (matéria jornal oglobo) Quinta maior operação do gênero no mundo neste ano, a oferta pública de ações da Oi terá seu desfecho esta semana, com o início da negociação dos novos papéis, amanhã na Bolsa de Nova York e quarta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Hoje, após o fechamento do mercado, a operadora vai divulgar o resultado da oferta. Como mostrou reportagem O GLOBO no sábado, a companhia teria conseguido levantar R$ 7 bilhões com investidores pelo mundo, a um preço de cerca de R$ 2,50 por ação preferencial (PN, sem voto). Esse valor seria suficiente para a companhia seguir com os planos de fusão com a Portugal Telecom (PT), operação que resultará na criação da CorpCo neste primeiro semestre, um grupo de telecomunicações com 101 milhões de clientes.

    Segundo analistas, a fusão traz benefícios de médio e longo prazos aos pequenos investidores: uma empresa maior e com mais ativos, e apenas uma classe de ações, as ordinárias (ON, com voto), negociadas no Novo Mercado – segmento da Bovespa voltado para as empresas com um padrão mais elevado de governança. O capital da CorpCo será ainda pulverizado, ou seja, não haverá a figura de um controlador.

    Dívida permanece elevada

    Mesmo com os benefícios citados, os analistas do mercado continuam reticentes em recomendar a compra dos papéis. Seja pela instabilidade das ações ou pelas incertezas sobre o futuro da companhia, oito analistas recomendavam manutenção das ações na semana passada, ou seja, nem comprá-las nem vendê-las.

    – A oferta era necessária para a Oi levantar recursos e poder investir mais. Foi um teste de confiança com o mercado – diz Lenon Borges, analista da Ativa Corretora. – Mas nossa visão continua bastante negativa para a empresa, mesmo com a oferta sendo bem-sucedida. Estamos recomendando aos nossos clientes ficar fora da ação até que a CorpCo comece a divulgar seus primeiros balanços. É preciso que o perfil do endividamento melhore primeiro.

    A fusão com a PT é tida como fundamental para melhorar a saúde financeira da Oi. Levantamento da consultoria Lopes Filho mostra que a operadora tinha uma dívida líquida de R$ 33 bilhões ao fim do ano passado, muito acima da de rivais do setor, como Telefônica (R$ 2,21 bilhões) e TIM (caixa líquido de R$ 540 milhões). O valor de mercado da Oi, no entanto, é o menor das três: aquém dos R$ 27 bilhões da TIM e dos R$ 52 bilhões da Telefônica.

    Para realizar a fusão, a Oi vai promover um aumento de capital total de R$ 12,7 bilhões. Desse valor, R$ 7 bilhões virão da oferta de ações – já incluindo R$ 2 bilhões do banco BTG Pactual e de acionistas da Telemar Participações. Outros R$ 5,7 bilhões da capitalização serão de bens representados por ativos da Portugal Telecom.

    Alexandre Montes, analista da Lopes Filho, diz ter dúvidas se essa estrutura será suficiente para colocar a empresa de volta no páreo do setor. Para ele, a Oi precisaria reduzir seu endividamento líquido pela metade para a empresa começar a “respirar”.

    – Da oferta, apenas R$ 6 bilhões vão realmente para o caixa da Oi. Por isso, tenho dúvida se a oferta e a consequente fusão resolvem o problema. Para a empresa começar a ficar em situação razoavelmente tranquila, essa dívida teria de cair à metade — avalia Montes.

    Papéis caem 30% no ano

    Em relatório, o JPMorgan também reiterou recomendação neutra para as ações, já considerando o cenário de fusão das companhias. Os analistas concluíram que existem “oportunidades à frente” para a Oi, mas que a nova gestão precisará provar que pode “superar muitos desafios atuais e futuros”.

    Até aqui, o 1,7 milhão de investidores pessoas físicas da Oi só tem queixas a fazer. Desde o início do ano, suas ações PN recuaram 30%, a R$ 2,51. Ao longo desse período, houve dias em que os papéis caíram 11%, e outros em que subiram 17%. Já as ações ON perderam 29,92% no período, a R$ 2,53. O resultado foi um tombo no valor de mercado da operadora, que encolheu de R$ 6,5 bilhões do fim do ano passado para os atuais R$ 4,5 bilhões.

    Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, diz ser impossível prever o fim da instabilidade nas ações da Oi. E, por isso, também evita fazer recomendações para os papéis.

    – O que vimos nas últimas semanas foi uma boa briga no mercado para derrubar o preço das ações. Com preços menores, os investidores conseguiriam valores mais atraentes para os papéis diretamente na oferta – explica Galdi.

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